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  • Sola Fide

    Somos uma igreja Reformada, isto é, uma igreja que aderiu aos princípios da Reforma Protestante do Séc XVI: Sola Gratia (somente a graça), Sola Fide (somente a fé), Solo Christus (somente Cristo), Sola Scriptura (somente as Escrituras) e Soli Deo Gloria (somente a Deus a gloria). É isto que está posto em nossa folha de confirmação, a qual aderimos com entusiasmo quando nos tornamos membros desta igreja local.

    Somente a fé, ou a justificação pela fé, foi um desses grandes fundamentos da Reforma, cujo aniversário de 500 anos comemoramos neste mês de outubro. O monge agostianiano Martinho Lutero, em sua cela, estudando a carta de São Paulo aos Romanos, redescobriu com muita alegria essa verdade que havia sido negligenciada ou menos enfatizada pela igreja de Cristo através dos séculos.

    E como foi libertador naquela época sacudir o julgo do medo da morte, as inúmeras indulgências e penitências a fim de comprar o Seu amor, tão condicionado pela igreja medieval.

    É libertador também hoje pra nós, diante do reaparecimento dos radicais legalistas e das novas superstições caçadoras de "legalidades", acreditar e confiar que aquilo que Jesus Cristo fez na Cruz por nós é completo e suficiente e que não precisamos acrescentar mais nada à Sua obra redentora.

    Quando nos entendermos assim, incondicionalmente amados, sabendo que pela graça somos salvos por meio da fé e que mesmo essa fé é um dom de Deus (Ef. 2.8) então seremos libertos de verdade, com a motivação correta, para as boas obras que Deus de antemão preparou para que andássemos nelas (Ef. 2.10). Toda nossa espiritualidade pessoal e vida comunitária serão a expressão de amor daqueles que, porque foram muito perdoados, muito amam. Nossa espiritualidade não será sobrecarregada pelo fardo do legalismo e da religião. Somente pela fé!

    Rev. Marcondes Soares

      
  • Reforma Protestante – A Bíblia Somente

    Neste mês comemoramos os 500 anos da Reforma.

    Um dos mais emblemáticos e conhecidos aspectos da Reforma são os “solas”, ou seja, as afirmações fundamentais da fé cristã pela quais os reformadores conclamavam o povo de Deus a voltar ao “primeiro amor”.

    Destaco aqui o Sola Scriptura, que é o ensino de que a Bíblia é a única palavra autorizada e inspirada por Deus. A única fonte para a doutrina cristã acessível a todos os que crêem.

    Dizer que a Bíblia é a única fonte para a doutrina é defender que todas as interpretações na fé cristã precisam ser confirmadas por ela. Assim, nenhuma tradição ou escrito da igreja pode prevalecer sobre as Escrituras Sagradas.

    Eu gosto quando ouço a maior autoridade de nossa igreja aqui no Brasil, o Arcebispo Dom Paulo Garcia dizer, com humildade, reverência e amor: “a maior autoridade nesta igreja é a Bíblia!”.

    Não apenas os escritos, mas todos os fenômenos espirituais precisam ser avaliados à luz da Bíblia. O conhecimento e a submissão à Palavra de Deus garantem que resistiremos às investidas do mal, conforme nos ensinou Jesus, quando foi tentado no deserto. O Senhor dizia: ‘‘está escrito’’!!!

    Por outro lado, afirmar que a Bíblia é acessível a todas as pessoas se opôs ao monopólio da interpretação das Escrituras, que dizia que a Bíblia só poderia ser autenticamente interpretada pelo magistério da igreja. A Bíblia deve estar nas mãos e no coração de todos os fiéis, que têm a possibilidade de interpretação dela pela inspiração do Espírito Santo.

    Aliás, é ela que nos apresenta Jesus, o nosso Senhor e Salvador, de Gênesis a Apocalipse! Ela nos alimenta a alma, pois não apenas de pão vive o homem. É por ela que somos confrontados com o pecado, com a justiça e com o juízo.

    A Bíblia não é mais importante que Jesus Cristo, mas o conhecimento seguro e eficaz do Senhor se dá por meio dela. Eu amo a Bíblia! Nela eu encontro Jesus, que dá sentido aos meus dias até a eternidade!

    Rev. Marcílio Mota

      
  • A Reforma Protestante e o Compromisso Cristão

    O principal personagem da Reforma Protestante do século 16, Martinho Lutero, nascido em uma família pobre, decidiu desde cedo abraçar a vida sacerdotal, apesar da oposição dos pais.

    No início de seu ministério, Lutero era um homem angustiado, pois buscava alcançar a salvação por meio de seus próprios esforços, fazendo jejuns, orações, confissões diárias, isolando-se num mosteiro e até mesmo flagelando-se com chicotes. Nada disso o fazia sentir-se aceito por Deus.

    Na realidade, Lutero vivia torturado por sua visão de Deus como um juiz implacável que merecidamente condenava o homem pecador. Ele via sua própria imperfeição e seu pecado e achava impossível não ser consumido pela justiça de Deus.

    Certo dia, quando estudava a Carta de São Paulo aos Romanos, Lutero deparou-se com o versículo 17 do primeiro capítulo, que diz: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” Naquele momento, Deus abriu os olhos de Lutero e lhe apareceu como verdadeiramente é.

    O coração do piedoso monge transbordou de alegria ao perceber que a salvação lhe era concedida somente pela graça de Deus, mediante a fé na obra redentora de Jesus Cristo. Agora sabia, ao contemplar a cruz, que Deus o amava de maneira incondicional.

    A partir de então, Lutero teve seu relacionamento com Deus restaurado e assumiu o forte compromisso de levar pessoas ao conhecimento da verdade que liberta.

    Ao celebrar os 500 anos da Reforma Protestante, no corrente mês, somos desafiados a também assumir o compromisso de nos tornarmos pescadores de homens. Que o nosso bom Deus nos dê a graça de cumprir esse propósito santo.

     Bispo André Novaes

      
  • Nada Pode nos Separar do Amor de Cristo

    "Nem mesmo os piores pecados listados nas Escrituras podem nos separar do amor de Deus." (Rm 8:38/MSG)

    Esta é a paráfrase de Eugene Peterson para "coisas do presente ou do porvir".

    Acredito que não temos OPÇÃO de excluir da ideia de "coisas do presente e do porvir", os nossos piores pecados e percalços no caminho. É isso mesmo, sabemos quem somos e precisamos desesperadamente acreditar na promessa: "NADA pode nos separar do Amor de Cristo". Temos que acreditar nisso para nos mantermos no caminho.

    Se alguém pensa que consegue caminhar por alguma medida extraordinária de graça e já não precisa dessa fé no incondicional amor do Pai, se alguém alcançou a "perfeição cristã", a "vida vitoriosa", se acredita ser um ''atleta de Deus'' e chama pejorativamente essa crença no amor incondicional do Pai de "graça barata", nos deixem em paz, não tentem nos roubar a liberdade que Cristo nos comprou na Cruz, não tentem acrescentar mais nada ao alto preço que Ele pagou por nós.

    Prá mim graça é graça e ponto, não precisa ser adjetivada, precisamos nos manter na estrada a cada dia e não desistir a cada manhã acolhendo as misericórdias que se renovam, crendo diariamente que Deus nos ama do jeito que somos, como estamos e que as lentas mudanças ao longo dos anos em nossa vida, são consequência de beber diariamente desse amor incondicional do Pai, tão incondicional quanto a nossa eleição no seu Filho Amado.

     Rev. Marcondes Soares

      
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