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  • Um Chamado ao Serviço

    O Evangelho de Mateus narra um diálogo entre Jesus e a mulher de Zebedeu, que junto com seus filhos, adorando-o, pediu-lhe um favor. Jesus perguntou o que ela queria? Ela respondeu: Manda que, no teu reino, estes meus dois filhos se assentem, um à tua direita, e o outro à tua esquerda”.

    O pedido da mãe de João e Tiago foi considerado pelo teólogo e escritor John Stott como a pior oração da história. Os filhos de Zebedeu tentaram encontrar o seu lugar de honra ao lado de Jesus e, usando sua mãe, tentaram inclinar a vontade do Senhor em sua direção.

    Entre o poder e o serviço, eles escolheram o primeiro. Eles pretendiam ocupar os lugares de honra e não os de servos. Porém, no reino do Senhor o principio é diferente: serviço e não poder – humildade e não autoridade.

    Entre a segurança e o sofrimento, eles escolheram viver em plena segurança ao lado do Senhor. Jesus os alertou para o cálice do batismo que teriam de ser batizados, eles pensaram no banquete messiânico, mas Jesus falava da cruz, do sofrimento e da morte pela qual teriam que obrigatoriamente passar.

    Os irmãos procuravam honra, poder e segurança, enquanto Jesus oferecia sacrifício, serviço e sofrimento. Existem dois sistemas de valores no mundo e eles são distintos entre si: um busca o poder e o outro nos leva para cruz.

    O chamado de Jesus sempre espera por pessoas que tenham um coração de servo, dispostas a servir, que estejam prontas a tomar a sua cruz e seguir. Pessoas que tragam em seu corpo as marcas da cruz de Cristo.

    Estes são os valores que devem estar postos em nossos corações: sacrifício pessoal, serviço abnegado e fiel, e que revele atitudes de amor, perdão, compaixão, humildade, bondade, misericórdia e fé, para enfrentar os desafios que virão desta missão.

    As outras coisas, aquilo que necessitamos para caminhada, o Senhor acrescentará na medida em que for necessário. E aí, Cristo conta com você?

    Rev. Fred Souto

      
  • Jesus Cristo Vive

    Temos constatado hoje muitas pessoas espiritualmente doentes, precisando consertar a sua visão distorcida de Jesus. Vejo muitos dizendo que Jesus é Filho de Deus como se fosse apenas um homem especial, sem compreender a obra da cruz e a ressurreição, que transformaram definitivamente a vida de todos aqueles que creem no Senhor.

    É preciso entender que Jesus Cristo vive, é o nosso Salvador e estará sempre caminhando ao nosso lado, participando de nossas lutas e nos abençoando, mesmo que não possamos enxergá-lo fisicamente.

    Jesus quer dizer isso a você hoje: Nunca pense que Ele está distante. Ele é Deus, um Deus de amor. Ele jamais abandonará nem desamparará você. Cristo estará com você por toda a eternidade.

    O próprio Senhor nos garantiu isso no Evangelho escrito por João, capítulo 10, versículos 28 e 29: “Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém os arrebatará da minha mão. Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo, e da mão do Pai ninguém pode arrebatar”.

    Os cristãos não são pessoas para quem esta vida é tudo. A ressurreição de Jesus Cristo é a fonte suprema de nossa esperança, pois sabemos que naquela madrugada de domingo, há quase 2 (dois) mil anos, lá em Jerusalém, na Judéia, Deus nos garantiu vida para sempre.

    Assim como o túmulo não foi o fim para Cristo, também não será para você. Cristo ressurgiu para oferecer a você uma vida imperecível, que jamais acaba. Lembre-se que o poder que levantou a Jesus dentre os mortos está também a sua disposição hoje. Portanto, a sua verdadeira vocação é para a eternidade.

    Esteja certo de que você e eu somos apenas peregrinos nesta terra. Sabemos que a eternidade está bem perto e que qualquer “adeus” é na verdade um “te vejo amanhã”.

    Bispo André Novaes

      
  • Páscoa é Morte e Ressurreição

    Hoje é Domingo de Páscoa. E Páscoa para o cristão, também, significa liberdade. Agora estamos livres do domínio do pecado porque Cristo venceu a morte. Páscoa é a passagem da morte para a vida. Porque Cristo morreu e ressuscitou Ele fará ressuscitar todos aqueles que nele dormem.

    Cristo não está mais na cruz onde foi pregado. Não está no túmulo onde foi sepultado. Ele não desapareceu sem deixar indícios. Ele está vivo e tem endereço certo. Depois de sua morte Ele se apresentou aos apóstolos e discípulos e deu-lhes provas indiscutíveis de que estava vivo.

    Conta-se que um romano que viveu  nos primeiros séculos do cristianismo fez o seguinte comentário: "um sistema como esse que se inspira na morte do seu líder jamais poderá vingar". Esse cidadão viu apenas a cruz, não viu a coroa. E cristianismo é uma coisa e outra. É sofrimento e glória. É tribulação, mas, também, é vitória. É estar, as vezes, abatido, mas não derrotado.

    A experiência do cristão é que a cruz precede a coroa. A cruz é transitória, a coroa, definitiva. No céu não haverá cruz, só coroa, como registra o livro de Apocalipse: "Sê fiel até a morte e eu te darei a coroa da vida". E o apóstolo Pedro ratifica: "quando aparecer o Sumo Pastor alcançareis a incorruptível coroa da glória" (1Pe 5:4).

    Precisamos aproveitar esta celebração para pensarmos em nós mesmos. Para que possamos um dia, após a nossa morte, ressuscitar com Cristo temos que ser, também, sacrificados. Precisamos fazer morrer em nós o egoísmo, o orgulho, a indiferença frente aos sofrimentos alheios, o nosso amor próprio sempre ferido, o desejo de fazer prevalecer a nossa vontade, o julgamento apressado que fazemos das pessoas, a nossa infidelidade para com Deus.

    Você está disposto a se oferecer em sacrifício? Então, Feliz Páscoa!

    Arcebispo Paulo Garcia

      
  • Domingo de Ramos: O Prelúdio da Paixão

    A Semana Santa tem início no Domingo de Ramos, em que a Igreja, ao celebrar a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, montado num jumentinho, anuncia a Paixão do Senhor. É por isso que esse dia também ficou conhecido como o Domingo da Paixão.

    Naquele dia glorioso, Jesus foi recebido pelo povo simples com enorme entusiasmo, como relata o Evangelho escrito por Mateus (21.1-11). Esse mesmo povo tinha visto Jesus ressuscitar Lázaro havia poucos dias e o aclamou como Rei, rogando em altos brados: “Hosana nas maiores alturas!”, isto é, “salva agora, ó Tu, que habitas nas maiores alturas!”. Tratava-se da acolhida calorosa do Messias prometido, o “Filho de Davi”.

    Contudo, o povo se enganara quanto ao tipo de Messias anunciado pelos profetas. Pensava que Jesus era um Messias político, um libertador social, vindo para arrancar Israel das garras de Roma e devolver-lhe o apogeu dos tempos de Salomão.

    Jesus, entretanto, tinha absoluta consciência de quem era. Ele sabia de onde tinha vindo, qual era sua missão e para onde ia. Entrou em Jerusalém determinado a cumprir a vontade de Deus Pai e completar a sua missão redentora.

    Jesus certamente quer que você o receba em sua vida como Rei e Libertador, permitindo que Ele ocupe o trono do seu coração, lugar que é Dele por direito, conquistado na cruz. Mas Cristo não força a entrada Dele no coração humano. Ele respeita a nossa liberdade de escolha. Você e eu somos livres para aceitá-lo, deixando que Ele assuma o controle de nossas vidas, ou para rejeitá-lo, como fez o mesmo povo que o acolheu ao preferir a Barrabás. A decisão é exclusivamente nossa.

    Portanto, se você ainda não abriu completamente o seu coração a Jesus, faça isso agora. Deixe Cristo reinar soberano sobre sua vida. Diga a Ele: “Bendito o que vem em nome do Senhor!”. Se você der esse passo de fé, de confiança e de entrega, os céus vão se abrir e você vai receber bênçãos sem medida. É só esperar para ver.

    Bispo André Novaes

      
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